Telekinesis Again?

Um post desabafo sobre adaptações/remakes que nasceu depois de ver o novo Teaser do Remake de Carrie

O Caçador de Álbuns

Eu penso assim: Se eu for para a Inglaterra e alguém me perguntar se eu prefiro ver a Abadia de Westminster ou Abbey Road, eu escolheria Abbey Road

Tin Man - Uma Outra Estrada de Tijolos Amarelos

Que tal uma série que teve três episódios (!) e trouxe a linda da Zooey Deschanel como protagonista? Estou falando de Tin Man, uma releitura moderna dos incríveis contos d’O Mágico de Oz...

Port of Morrow do The Shins e sua psicodelia rock folk indie alternativo

James Mercer conseguiu captar o mais belo de sua essência e nos presenciou com essa obra folk indie alternativa para guardarmos na estante ao lado dos grandes discos de todos os tempos.

Um Indie na Erótica DDK

Imagina um rapaz que só ouve Indie rock, Folk e MPB. Imagina que ele não vai a uma “balada” a uns 3 anos. Sua vida se resume a shows, cinemas e livros. Agora que tal pegar esse rapaz e colocar em uma das festas undergrounds mais famosas do Brasil?

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Obrigado, Seu Wilson...

Obrigado ao Seu Wilson...

"Obrigado, Seu Wilson, por fazer seu som sagrado!". Com essas palavras, Emicida homenageia o lendário Wilson das Neves no encontro formado pelo Meet The Legends, nos presenteando com um misto de samba com rap numa das músicas mais legais desse segundo semestre de 2012.


Além de Emicida no vocal, temos no piano: Pepe Cisneiros) e Duani Martins no baixo, quase como um trio de jazz completado pelas baquetadas de Wilson das Neves. Esse é o início da versão brasileira de um projeto musical apresentado pela Ray-Ban e produzida pela Vice, que reunirá músicos da nova geração com lendas da música brasileira: Meet The Legends.

Vídeo visto pela primeira vez lá no Rock in Press, dica do Marcos Xi.

A sexta-feira mais badalada de 2013 [Universo Lollapalooza]

Universo Lollapalooza: A sexta-feira mais badalada de 2013

Line-up de cada dia entregue e vendas do Lolladay a todo o vapor! O Lollapalooza Brasil 2013 já pode ser considerado um sucesso e se você tem dúvidas sobre qual dia ir ou que show assistir... Seus problemas acabaram! Preparamos esse guia com algumas dicas de bandas, falando um pouco sobre as menos badaladas, para, talvez, ajudar na sua decisão!


No dia que teremos The Killers e Deadmau5 como headline, temos o rock alternativo do The Flaming Lips fechando a trinca de principais atrações do dia. A banda americana já levou trGrammys pra casa e foi considerada uma das 50 bandas para ver antes de morrer pela Q Magazine. Tá aí uma boa pedida para marcar um check list na lista da Q Magazine.

Do You Realize?? by The Flaming Lips on Grooveshark

Agora vou falar da minha banda favorita do primeiro dia do festival: Cake! Numa mistura de rock com ska, pop, jazz, country e tudo mais, os cinco “garotos” de Sacramento fazem um som delicioso que surpreende a cada novo cd que lançam, seja com o divertido hit pop Never There, o elegante bolero Frank Sinatra, o rock de guitarras explosivas The Distance ou o folk jazzístico Italian Leather Sofa. Seus covers notáveis merecem igual destaque, como I Will Survive de Gloria Gainors e War Pigs de Ozzy Osbourne.

Never There by CAKE on Grooveshark

Passion Pit, banda americana que lançou o excelente Gossamer esse ano é uma ótima pedida para quem quer curtir algo mais “eletrônico”. É uma daquelas bandas que dá vontade de ver ao vivo, tem tudo para ser um show muito bom. O som animado e a nostalgia aos anos 80, com certeza vai te colocar para dançar!

Take A Walk by Passion Pit on Grooveshark

Continuando na levada do eletrônico, precisa conhecer o trabalho de Porter Robinson, esse jovem é uma das maiores surpresas da cena eletrônica atual. Traz na bagagem participações no Coachella, Tomorrowland, Creamfields e Lollapalooza americano além de ser considerado por Tiësto, Van Buuren e Deadmau5 como um dos salvadores da cena.

Spitfire by Porter Robinson on Grooveshark

Quando vi o nome do The Temper Trap tive uma sensação que já conhecia... Depois me lembrei: Eu, você e todo fã da Zooey Deschanel já ouvimos esse quarteto! Eles estão na trilha sonora de 500 Days of Summer. Precisa dizer mais alguma coisa pra vc ir curtir o show deles?!

Sweet Disposition by The Temper Trap on Grooveshark

A representação do Folk fica por conta do ótimo Of Monsters and Men, com vocais deliciosos e um som harmonioso entre sopros, acordeão, guitarra e violão. Essa trupe da Islândia é dona de um sucesso invejável nos EUA com seu álbum de estreia, o My Head, nesse ano e por isso é uma das maiores apostas do Festival.

Little Talks by Of Monsters and Men on Grooveshark

E para fechar, uma indicação nacional, vale a pena curtir o animado show do Copacabana Club! Num misto de Rock Indie, Eletropop e toques sutis de Mpb, eles prometem lhe botar pra dançar! Vale a pena também perder algumas horas ouvindo o álbum de estreia do grupo, o Tropical Splash.

Just Do It by Copacabana Club on Grooveshark

Amanhã vem a continuação com o segundo dia do evento!

O Caçador de Álbuns

O Caçador dos Álbuns

De dia, Bob Egan é um bem sucedido agente imobiliário de Nova York. De noite, e nos finais de semana, ele se transforma em uma espécie de detetive da cultura pop, procurando os locais de capas de discos famosos e outras imagens pop. Cerca de um ano atrás, ele começou um site,  o PopSpotsNYC,  para compartilhar suas descobertas, e o site foi crescendo em popularidade desde então.


O Fascínio do Egan com locais de capas de álbuns começou em 1977, quando ele se mudou para um apartamento em Greenwich Village e descobriu que ficava apenas a um quarteirão de distância do local, em Jones Street, onde foi fotografada a capa de The Freewheelin de Bob Dylan, que mostra Dylan andando de braços dados com sua namorada, Suze Rotolo, em um dia frio de fevereiro.

Egan encontrou os locais exatos de álbuns gravados e outras imagens famosas de vários artistas, incluindo Bruce Springsteen, Neil Young, The Who, Kiss e Simon & Garfunkel. As escolhas refletem seu gosto musical. "Eu cresci durante a era do rock clássico, Dylan, Van Morrison, Lou Reed e The Grateful Dead".


"Eu penso assim: Se eu for para a Inglaterra e alguém me perguntar se eu prefiro ver a Abadia de Westminster ou Abbey Road, eu escolheria Abbey Road"

Abaixo estão alguns exemplos do trabalho do Egan (clique nas fotos para vê-las em tamanho maior) . Para ver mais, e para ler a história por trás de cada álbum, visite o site dele, vale muito a pena: PopSpotsNYC.com.













Los Hermanos: Como Descrever o Indescritível?


Eu moro no Rio de Janeiro e sou fã da banda Los Hermanos faz tempo, mas nunca consegui ir a um show. Quando comecei a me interessar em shows e resolvi encarar um show da banda, eles entraram em hiatus... #TodosChora.
Tudo bem, tinha prometido a mim mesmo ir no próximo show que a banda fizesse, e quando anunciaram que eles tocariam no Just-A-Fest, em 2009, abrindo para o Radiohead, eu pirei! A vontade era enorme, mas infelizmente os ingressos estavam muito caros pra eu ir na época. No ano seguinte, fizeram uma mini-turnê pelo Nordeste e foram ao SWU, em São Paulo, mas ainda assim era tudo muito custoso pra mim. Durante o ano de 2011 eles não fizeram shows. Camelo lançou o álbum Toque Dela e o Barba encabeçou uma sequência de ótimos shows para comemorar os 10 anos do Bloco do Eu Sozinho, onde eu pude provar o gostinho do que era um show dos barbudos. Foi aí que, no finalzinho do ano passado, divulgaram uma turnê comemorativa dos 15 anos da banda, e o primeiro show da nova turnê seria em Pernambuco, no festival Abril Pro Rock.


Ontem, dia 20 de abril, cheguei no Chevrolet Hall para assistir o Festival na divisa entre Recife e Olinda. Achei o lugar quente, muito quente! Estava cheio, mas sem muito aperto. Perdi o show da banda que ganhou o Bis Pro Rock. Perdi também o do Tibério (que até cantou até Mula Manca!), mas consegui assistir o show da Banda Mais Bonita da Cidade (eles até que são esforçados). Todos agiram como coadjuvantes da noite, porque Los Hermanos era o headline do dia! Aliás, digo mais, Los Hermanos era o headline do Festival!

Esperei ansiosamente, até que meia noite, subiram ao palco Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba, abrindo o show com Além Do Que Se Vê e uma mais uma toada de hits! Eu pensei que o mundo fosse acabar e que todo o Chevrolet Hall fosse vir abaixo, só que o lugar permaneceu cheio de gente, mas ainda assim tranquilo para circular, pular e estender os braços, cantando bem alto em todos os refrões! Poderia colocar aqui milhares de adjetivos positivos quanto ao que se passou a partir desse momento, ou então, escrever tecnicamente sobre o show que presenciei... Nenhuma das formas seriam capazes de transmitir tudo o que senti. A banda estava num entrosamento ótimo, tanto musicalmente quanto no quesito presença de palco. Amarante é meu ídolo, fez um show foda, mesmo bêbado e enrolando refrões! Barba variando entre os sorrisos de felicidade e as "caras de mau" na batera. Camelo animadão, esbanjando simpatia! E o Medina... é, ele também foi bem (rs)

Minhas ressalvas ao setlist são à Acostumar e Mais Tarde, da carreira solo de Camelo, pois acho que poderiam ter dado lugar à músicas da banda, como Azedume ou Fingi Na Hora Rir... da mesma forma que as novas músicas cantadas pelo Amarante foram igualmente "desnecessárias" para um show do Los Hermanos. Não obstante, o show valeu totalmente a pena! Conversa de Botas Batidas e Último Romance fecharam a primeira parte do show. A banda se retirou naquele charmoso ritual que precede o bis... E que Bis! Foi uma sequência de músicas que não deve ser ouvida em muitos anos: Quem Sabe, Tenha Dó, Descoberta e Pierrot (com a introdução de Vassourinhas)!

Em síntese, o show foi memorável! O meu primeiro show do Los Hermanos foi épico! E não posso me esquecer que daqui a pouco mais de um mês será o segundo, na minha terra natal!

Sem mais delongas, me despeço!
Até a próxima.

Los Hermanos Setlist Chevrolet Hall, Recife, Brazil 2012

Norah Jones's "... Little Broken Hearts" vazou!



Semanas atrás escrevi um pouco sobre Norah Jones e o que esperava de seu novo disco. Pois bem, o disco finalmente vazou, e hoje\"antionti"\amanhã, (não sei ao certo) pude comprar de graça por http.

Com pegadas eletrônicas em certas faixas, "...Little Broken Hearts", (que é produzido por Danger Mouse: Rome, Gnarls Barkley...) começa com "Good Morning", uma bela balada romântica, que, como o próprio título diz, é uma ótima maneira de acordar depois de uma noite de sono. Não é um dispertador paulera (tipo Master of Puppets) que te acorda e te leva direto ao pronto socorro; é um dispertador calmo, doce, que te acorda e te faz acreditar que vai ser outono durante todo o ano.

"Say Goodbye" é a seguinda faixa - e uma das melhores do disco. Quando ela canta "It's allright, it's ok. I don't need you anyway. You don't have tell the turh 'cause if you do i'll tell it too." Eu penso logo que ela está dando um chute em um imbecil que provavelmente deve ter sacaneado com ela em algum momento do passado. Afinal, QUEM sacanearia com um docinho daquele?

Um pouco adiante na mesma faixa ela canta" Well, it ain't easy stay in love if you can't tell lies, so i'll just have to take care about and say goodbye." Então fica claro que o imbecil acima deve ter pisado feio na bola com o docinho de lábios carnudos.

"Little Broken Hearts" é a próxima faixa do disco. Não chega a ser uma balada, mas é algo muito próximo disso. Talvez um pouco obscura, não dizer ao certo. Mas sei que é ótima. Em certo momento ela canta algo como "And then i found a way to sleep side by side". Talvez essa música tenha sido escrita antes daquele imbecil ter zoado com a cara dela. Da pra entender, né? Tipo, o cara tinha essa voz doce sussurrando ao pé do ouvido toda manhã, mas preferiu estragar tudo e ser o mané de "Say Goodbye".

Se a faixa "Little Broken Heart" é quase uma balada, "She's 22" é uma bela balada acompanhada de uma guitarra dedilhada. O começo dela lembra muito as músicas da Cat Power no começo de carreira - e isso é claro, é um ponto muito positivo.


Um pouco depois, aparece "Happy Pills", música gostosa de se ouvir, e novamente, uma indireta para o imbecil que sacaneou com ela em tempos antigos. Ela canta: "You broke this apart, so pick up your piece and go away from here. Please just let me go now, please just let me go. Would you please just let me go now?" Aqui podemos perceber que depois de ser chutado, o mané provavelmente está se rastejando atrás da bela moça, e tentando continuar a amizade: "Never said we'd be friends, trying to keep myself away from you, 'cause you're bad, bad news." Mas ela não quer nada com ele, ela só quer tomar comprimidos da felicidade e ficar de boa.

O disco tem 12 faixas, uma melhor que a outra, mas quando soube da parceria dela com o Danger Mouse, imaginei que o disco seria algo mais pop eletrônico, com sintetizadores e toques dos anos 80, mas, graças ao bom Deus, eu estava enganado, e o disco me pareceu um pouco introspectivo; mas não o introspectivo já conhecido das canções de new jazz de Norah Jones, e sim, um introspectivo mais animado(?).

faixas:

01. Good Morning
02. Say Goodbye
03. Little Broken Hearts
04. She’s 22
05. Take It Back
06. After The Fall
07. Broken Hearts
08. Travelin’ On
09. Out On The Road
10. Happy Pills
11. Miriam
12. All A Dream

O disco chega às lojas em 1º de maio. O lançamento será acompanhado de uma grande turnê, uma vez que 2012 também marca o aniversário de 10 anos de seu disco de estreia, Come Away With Me, premiado como Álbum do Ano no Grammy de 2003.

Vazou Blunderbuss, disco solo de Jack White.


Tive a oportunidade de ouvir o 1º disco solo de Jack White (ex- White Stripes, e eventualmente membro de Rome, Dead Weather, Raconteurs, Marvin Gaye, Frank Sinatra, Beatles, Otis Redding, Nirvana e possivelmente - talvez não, por falta de tempo - Catinguelê). Aliás, esse sujeito tem um talento tão grande, que, não é de se estranhar que ele seja um dos membros mortos do Lynyrd Skynyrd.

O disco batizado de Blunderbuss possui 13 faixas completamente "Jackwhiteanas". Sempre presente em seu trabalho, as guitarras extremamente sujas em algumas faixas lembram Dead Weather, outras lembram o bom e velho White Stripes. Em certo momento (Trash Tongue Talker), um piano rockabilly, que bem nos moldes de Little Richards, aparece no disco. Por falar em piano, é com um piano elétrico que bebe na fonte do fusion de Chick Corea que "Missing Pieces" abre o disco. O começo da faixa lembra muito a fase fusion do Jazz, mas assim que Jack White solta a voz, o ambiente fusion desaparece e entra em cena a guitarrinha possuída.

Guitarrinha...
Sim, a guitarrinha na intro de "Sixteen Saltines" chega a arrepiar os desavisados - e os avisados. O incrível dessa faixa, e de várias outras da carreira do guitarrista\cantor\capoeirista\vendedor de pipocas... Ah, esqueci o que ia falar... Ah, é verdade, o incrível é que os solos são irritantes de um modo positivo, saca? Vocês podem perguntar whattahell isso quer dizer. Explicarei: Irritante de um modo positivo é algo parecido com o Piano em "Light My Fire", ou aquela porra de órgão\sanfona\porco sendo morto em "It's a Long Way to The Top". Entenderam? Isso é ser irritante de um modo positivo.

Em "Love Interruption", Jack White - que nas horas vagas provavelmente deve ser o mecânico do bairro -, deixa de lado o rock e aparece com uma balada folk acompanhada de uma backing vocal que lembra muito aquela maravilha junkie chamada Alison Mosshart (provavelmente não é). Seguindo essa linha meio folk, meio Country, meio Alan "And I'll try To love only you And I'll try My best to be true Oh darling, I'll try..." Jackson, chega a faixa que deu nome ao disco; "Blunderbuss" é uma ótima baladinha chorosa que é acompanhada de um violino e um piano.


Em certo momento, aparece "I'm Shakin'". Música animada - e até dançante. Novamente, um backing vocal feminino faz a música ficar ainda melhor. Arrisco dizer que ao lado de "Sixteen Saltines" é a melhor do disco.

Fellas, não vou falar sobre cada uma das faixas porque isso é chato pra caralho, mas a dica é essa. O disco solo de Jack White ficou muito bom! De 0 a 10, minha nota seria 9 (ou 10, vai).

Aproveitem que o disco vazou e comprem gratuitamente por torrent ou http (ou comprem de verdade).

Confira as faixas:

1. Missing Pieces
2. Sixteen Saltines
3. Freedom at 21
4. Love Interruption
5. Blunderbuss
6. Hypocritical Kiss
7. Weep Themselves to Sleep
8. I’m Shakin’
9. Trash Tongue Talker
10. Hip (Eponymous) Poor Boy
11. I Guess I Should Go to Sleep
12. On And On And On
13. Take Me With You When You Go


Gogol Bordello e sua dança cosmopolita no Lollapalooza (+Vídeo Completo do Show)

Gogol Bordello e sua dança cosmopolita no Lollapalooza (+Vídeo Completo do Show)

"Você precisa assistir! Mesmo sem conhecer nada da banda, será um dos melhores shows de sua vida." Com essa frase o Marcos Xi  me convenceu a dormir apenas 6 horas pra chegar a tempo de uma das experiências musicais mais absurdas e geniais que já tive. Meus pés doem até agora.

Liderado por Eugene Hutz, ucraniano apaixonado pelo Brasil e morador de Santa Tereza, bohemio bairro do Rio de Janeiro. Gogol Bordello é uma banda cosmopolita, formado por dois russos, um Israelita, um etíope, um trinitário, uma escocesa e (ufa) um equatoriano. Só faltou um Brasileiro, coisa que o Eugene afirma que já quase aconteceu.


O horário estranho, a falta de conhecimento do público e o calor infernal não foram suficientes para impedir que a tal banda multiétnica encantasse e já na segunda música levasse todos ao delírio com rodas de pogo explodindo a cada momento. O Palco Butantã era numa área com chão de terra batida, o que foi especial para fazer a poeira levantar dando o toque final naquela dança cigana, pirata, punk e romena que levavam para todos.

A banda inteira estava insana e foi conseguindo levar o público a loucura, do inicio ao fim você via pessoas pulando, algo que só foi repetido no show do Arctic Monkeys. Você via cadernos voando, folhas sendo arremessadas, camisas sendo castigadas e para qualquer lado que olhasse tinham pessoas prontas para pular junto com você. A energia que emanava do palco transgredia todas as esferas cósmicas e contagiava todas as tribos. No fim aquilo era uma grande roda de amigos brincando e se divertindo.


Essa roda de amigos era o reflexo do que se via no palco, fosse o equatoriano Pedro com a camisa de gari do rio correndo de um lado pro outro e falando em belíssimo portunhol com o público, fosse o Eugene, sua garrafa de vinho (Sério, vinho naquele calor?) e suas performances caricatas ou fosse qualquer outro, estavam ali dando o seu melhor. Dando o máximo para aquele show. Queriam que notássemos que era importante para eles e conseguiram isso.

Queria explica a sensação que era estar ali, mas a experiência mais próxima que posso chegar é com a de uma roda de Copacabana num show do Móveis Coloniais de Acajú. Imagina aquilo durante uma hora? Esse foi o show do Gogol Bordello. Ao final, poderíamos ter ido embora, porque já estávamos satisfeitos com o Festival. Parabéns ao Lollapalooza que conseguiu mesclar muito bem os shows, ao ponto de às duas da tarde ter um show desse nível.


E no fim lá estava eu, cansado, acabado, suado, sem pernas, mas feliz. Por causa disso fui descansar no lado do palco Perry e tive o prazer de assistir o excelente show do duo brasileiro Killer On The Dancefloor, com direito até a Remix de Smell Like Teen Spirit, mais sobre esse e os outros shows do segundo dia do Lolla, volto a falar em outro texto. 

Por enquanto fiquem com o vídeo completo dessa dança cigana maluca da trupe do Gogol Bordello. Vale a pena ver e ficar com inveja de quem estava lá.


Fiona Apple e seu tão aguardado disco.

Fiona Apple e seu tão aguardado disco.

Finalmente, depois de eternos 7 anos, a cantora Fiona Apple irá lançar seu 4º disco de estúdio. "The Idler Wheel is wiser than the Driver of the Screw, and Whipping Cords will serve you more than Ropes will ever do" é o nome do disco. O título enorme não assusta os fãs, pois seu 2º disco, lançado em 1999, também tem um título exagerado (When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks Like a King).

Fiona Apple é conhecida por suas letras melancólicas e melodias muito bem feitas. O fato de ter sido estuprada aos 12 anos é talvez o grande responsável pelo teor de suas letras depressivas e sombrias. O crime deixou sérios danos em sua personalidade; durante anos sofreu de depressão, transtorno obsessivo compulsivo, e anorexia nervosa.


Com 16 anos de carreira (com direito a um Grammy aos 19 anos) e apenas 3 discos lançados, Fiona Apple é conhecida por seu enorme talento como compositora, e com sua voz rouca, arrasta milhões de fãs pelo mundo.

Influenciada por Joni Mitchell, Bob Dylan, Nina Simone, Patti Smith e Jeff Buckley, Fiona faz muita falta quando resolve passar longos anos sem lançar nada.


Pelo visto, Fiona gastou tantas palavras no título, que não conseguiu compor muitas faixas (10 apenas – ou será felizmente? Faço parte do grupo de pessoas que acha 10 faixas uma quantidade ideal em um disco). O aguardado disco tem lançamento previsto para 26 de Junho.

Capa:

Track list:
01. “Every Single Night”
02. “Daredevil”
03. “Valentine”
04. “Jonathan”
05. “Left Alone”
06. “Werewolf”
07. “Periphery”
08. “Regret”
09. “Anything We Want”
10. “Hot Knife”

SETe.Lollapalooza [07/04]

SETe.Lollapalooza [07/04]

No ritmo do festival que vai embalar o final de semana de muitos, incluindo a equipe do No Fim do Universo, vemos um com um setlist por dia. 7 músicas para vocês sentirem inveja (ou não) de quem foi para São Paulo. Tentar mostra que o festival tem muito mais além do Foo Fighters e do Arctic Monkeys. Hoje teremos o post com o setlist do dia e amanhã tem mais.

Lembrando que durante a semana vamos trazer posts especiais com resenha dos shows, falar das bandas menos baladas e afins.

Wander Wildner - Eu tenho uma camiseta escrita eu amo

Cage The Elephant - Always Something

Tipo Uísque - Eyes for eyes

Band of Horses - St. Augustine

TV On The Radio - Wolf Like Me

Joan Jett - Bad Reputation

Foo Fighters - Walk

O “Re-trato” e o reinvento

O “Re-trato” e o reinvento

Liberdade. Essa é a tônica das canções dos quatro álbuns dos Hermanos. A liberdade desde a forma de compor até a forma de chegar ao produto final, a música pronta. Sendo assim, o primeiro álbum da coletânea “Re-trato” não teria razão para ser totalmente fiel as versões originais.

Bandas e artistas de todo Brasil deram roupa nova às canções de Camelo, Amarante e Cia. Nenhum nome consagrado da música popular brasileira, porém, com gratas revelações da música. A Banda Mais Bonita da Cidade, a mesma que ficou conhecida com um avassalador e assombroso sucesso instantâneo com o clipe de “Oração” é um bom exemplo, a banda paranaense fez uma releitura de “Dois Barcos”. Os paulistas da banda Velhas Virgens, possivelmente é a banda com mais “bagagem” musical, por conta de seus 25 anos de estrada, e a eles coube gravar o maior ‘hit’ do Los Hermanos, a música que embalou o verão do ano 2000, “Anna Júlia”.




Também teve ex-integrante e músico de apoio participando. Nervoso e os Calmantes, banda do músico André Nervoso, fez sua versão “brega rock” de “A Flor”. Nervoso já tocou bateria nos rascunhos de formação do Los Hermanos, e fez alguns shows no ano de 1999 com a banda, durante um período de afastamento de Rodrigo Barba, por conta de uma hepatite. Nervoso foi também baterista das bandas Autoramas e Matanza. Do Amor, é o projeto de Gabriel Bubu, baixista de apoio do Los Hermanos, a banda fez uma versão que remete à lembranças do Carnaval de rua do Rio de Janeiro da música “Todo Carnaval tem seu fim”, a música é a primeira faixa da coletânea.

E “Retrato pra Iaiá”, num formato brit-pop? É num arranjo criativo, cheio de variáveis flutuantes carregado por uma voz doce da artista baiana Nana, que dá um timbre ‘soft’ na coletânea. Ainda pelo Nordeste, desta vez em Pernambuco, vem o Tibério Azul. A banda fez sua versão de “Deixa o Verão”, com um agradável sotaque carregado, o arranjo que lembra mais a versão da Mariana Aydar, feito com muito capricho e interpretação ímpar. Graveola e o Lixo Polifônico e a banda Gentileza trazem versões circenses para as músicas “Último Romance” e “Primavera”, respectivamente. Lindas releituras, partindo da compatibilidade com as letras das músicas e suas novas versões.




Falando em compatibilidade e de interpretação, o que dizer da versão de “Tá Bom”? O 5 a seco, banda que vem de São Paulo traz traços dramático para a letra de Marcelo Camelo. Umas das versões que mais surpreende é a de “Morena”, interpretada pelo músico brasiliense Tiago Iorc. Já se lê internet á fora que a versão desta música ficou até melhor que a dos próprios Hermanos.

A voz pode até parecer, mas não é a Roberta Sá, e sim a Estrela Leminski, acompanhada por Téo Ruiz, que gravaram “A Outra”, num arranjo bastante dançante, que circula pelos arredores do tango de forma bastante agradável.

Uma música que não foi ‘hit’ radiofônico, mas que é indispensável nos shows tanto do Los Hermanos, quanto nos shows solo do Camelo é “Além do que se vê”, e a responsabilidade de interpretar esse “hino” do Los Hermanos foi dos paulistas Cohen e Marcela, com uma versão que não ficou tão longe da original, quanto ao arranjo, mas com vozes alinhadas e afinadas do casal, com os timbres que leva a lembrança da parceria de Marisa Monte e Arnaldo Antunes.




Ainda em São Paulo, Pélico traz uma versão de “Condicional” numa versão com compasso diferente da música original. Mas, não falando de teoria musical, o músico trouxe uma excelente distribuição sonora á música. Quanto a música experimental, também teve espaço na coletânea, versões de difícil rotulação talvez seja a forma mais correta de expressar o  Quarto Negro e sua versão de “O Vento”, e Rafael Castro em “Onze Dias”, que trazem em suas versões  traços do New Wave dos anos 80. O mesmo dá pra se entender da versão de “Azedume”, por Fusile, que traz a versão em instrumental, tocando a melodia da letra no saxofone.


Meu top 3 desta coletânea ficou com:
1. Morena, por Tiago Iorc
2. Retrato pra Iaiá, por Nana
3. A Flor, por Nervoso e os Calmantes

O segundo álbum sai no próximo dia 18 de abril.

Ainda não ouviu a coletânea “Re-trato”? Ficou curioso? Faça o download do disco: http://www.amusicoteca.com.br/?p=6290

Norah Jones: ...Little Broken Hearts

Norah Jones: Uma eterna camaleoa.

Depois de muito tempo, finalmente Norah Jones está com cd novo para 2012. Filha de Ravi Shankar, lendário tocador de cítara indiana (e um dos grandes responsáveis em fazer o guitarrista George Harrison experimentar a musicalidade indiana em seus discos. A amizade foi tão grande, que Harrison, no leito de morte, pediu para que chamassem Ravi para tocar cítara em seu quarto de hospital). Dona de uma voz doce – e uma boca extremamente carnuda e sexy -, Norah possui no currículo mais de 10 prêmios Grammy e grandes fãs famosos; Keith Richards, Ray Charles, e Herbie Hancock são apenas alguns.

Fortemente influenciada por Etta James, Sarah Vaughan, Nina Simone, Carole King, Billie Holiday, Hank Williams, Bill Evans, Diana Krall e Elton John, Norah Jones é um verdadeiro camaleão do chamado New-Jazz. Depois de um disco de estréia (2002 Come Away With Me) extremamente prêmiado e influenciado pelos gênios do Jazz, ela resolveu partir para os projetos parelelos, e montou o The Little Willies, que fazia covers de Willie Nelson, Hank Williams e Kris Kristofferson. Em 2004, abandona o Jazz-Piano\Soul-Folk e volta com Feels Like Home, um disco influenciado pela música country, que em sua primeira semana vendeu 1 milhão e 900 mil, além de ter sido o 2º disco mais vendido no ano com 8 milhões de cópias, venceu outro Grammy na categoria de Melhor Performance Feminina com o single Sunrise.


Chegou 2007, e com ele, Norah faz sua estréia no cinema (como protagonista) no 1º filme em inglês (My Blueberry Nights) do grande cineasta Wong Kar Wai. O filme ainda conta com Rachel Weisz (Ahh, Weisz...), Natalie Portman (Ahh, Portman...) Jude Law e Cat Power. Norah ainda deu o ar da graça na trilha sonora do filme, que contava ainda com músicas de Cat Power e Neil Young.
Ainda em 2007, Norah volta com mais um disco de inéditas; o premiado Not Too Late, que já chegou em 1º lugar no top da Billboard (assim como os outros dois discos anteriores). Not Too Late mescla o Folk com Blues e um pouco do já conhecido Piano Jazz da cantora.

Em 2009, a ela surpreende ao abandonar o famoso piano-jazz e lança seu 4º disco de estúdio: The Fall. O disco foi um sucesso de público e crítica, porém é seu disco menos vendido na semana de estréia, "por causa da nova era da música." The Fall deixa o jazz um pouco de lado, e ao som de guitarras, mergulha um pouco no pop rock e no blues. Para a turnê de The Fall, Norah contou com músicos conhecidos pelo trabalho com Erykah Badu, All Green, Johnny Cash, Tom Waits e Elvis Costello.


Em meados de 2010, lança uma compilação chamada "... Featuring" (disco ouvido durante esse texto), que conta com a participação dela em músicas de artistas do calibre de Foo Fighters, Belle and Sebastian, Willie Nelson, Ray Charles e Ryan Adams (Sim, Ryan, e não Bryan Adams).

Com a chegada de 2011, Norah Jones faz mais uma parceria de sucesso. Junto com Jack White, Ela participa de um projeto chamado "Rome". Rome é um disco influenciado e inspirado nas trilhas sonoras de filmes italianos de faroeste, e foi produzido por Danger Mouse (Gnarls Barkley) e Daniele Luppi. Disparado o melhor disco de 2011 – em minha irrelevante opinião -, e é praticamente uma trilha sonora de faroeste. Uma das coisas que mais gosto de fazer, é sentar em uma das estradas empoeiradas do meu bairro e colocar Rome para rolar. No final de 2011 foi confirmado que um filme seria feito tendo como base a trilha sonora do disco. Que coisa legal, hein?


Finalmente, em 2012, Norah Jones avisa aos fãs que está terminando "...Little Broken Hearts", seu 5º álbum de estúdio. Esse disco foi produzido por Danger Mouse (produtor de Beck, Gnarls Barkley, e Black Keys) e ao que tudo indica é um disco experimental, com pegada eletrônica e um toque de pop.

Durante essa semana, Norah liberou 3 faixas de "...Little Broken Hearts" no youtube.

Travelin On

Say Goodbye

E Happy Pills

A capa do disco é fortemente inspirada no poster de Mudhoney, um dos poucos filmes "sérios" de Russ Meyer, lendário cineasta do Sexploitation. Compare as duas imagens abaixo:



O novo disco será lançado oficialmente em 1º de maio, mas vamos torcer para que esteja disponível em torrent semanas antes, né?

Track list: Norah Jones – Little Broken Hearts
01. Good Morning
02. Say Goodbye
03. Little Broken Hearts
04. She’s 22
05. Take It Back
06. After The Fall
07. 4 Broken Hearts
08. Travelin’ On
09. Out On The Road
10. Happy Pills
11. Miriam
12. All A Dream

Escute as faixas e conte para a galera do No fim do universo o que você achou, ok?

Até a próxima.

Aquecimento Lollapalooza: MGMT

Aquecimento Lollapalooza: MGMT

Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden formam a dupla do Brooklyn que, na época da universidade, um dia se conheceram e formaram o MGMT (uma abreviação de The Management). São bons músicos, pouca gente consegue ter tantos elogios em um EP de estréia como eles conseguiram com Time to Pretend (2005). O disco Oracular Spectacular, lançado em 2007, foi um verdadeiro sucesso com sua pegada, digamos, eletroindie. Sucesso que não se repetiu no disco seguinte: o não-tão-parabenizado-assim, Congratulations, de 2010. E, trazendo toda sua psicodelia indie-eletrônica (ou não), a banda vai se apresentar dia 8, no festival Lollapalooza, em São Paulo.


Enfim, a primeira vez que eu ouvi o som do MGMT foi na MTV, numa época em que eu ainda assistia televisão, estava passando um Top Top sobre bandas com estilos de se vestir bizarros e o MGMT estava entre os cabeças, e mostraram cenas do clipe de Time To Pretend. Fiquei pasmo, o clipe inteiro era uma parada altamente psicodélica: os caras se multiplicavam, num caleidoscópio louco! Muito bizarro! Até gostei da música, mas achei que o nome propício para a banda era LSD e não MGMT! Depois dessa experiência, não voltei a procurar a banda... Pelo menos, até ouvir Kids.

Kids é uma música que provavelmente qualquer freqüentador de festas alternativas já deve ter ouvido. Essa música, com seu tecladinho cativante, que me levou ao MGMT. Comprei o disco “Oracular Spectacular” no Megaupload por 45 segundos do meu dia e daí descobri que o barato que o MGMT dava era muito bom... era viciante!



Nada como misturar a pegada rock, psicodelia, uma voz arrastada e batidas eletrônicas. A banda mostra sua identidade já na excelente primeira música, Time To Pretend (aquela do clipe caleidoscópico), seguida por Weekend Wars, com sua intensidade crescente e descrescente. A terceira faixa é a lenta e bonita The Youth, que traz um convite aos jovens... à toda juventude... à mudança.

Na sequência... o excelente trio: Electric Feel, Kids e 4th Dimensional Transition. Pessoalmente, minhas favoritas da banda, abusando da vibe eletrônica e do indie rock! Na sétima faixa do disco, vem a menos psicodélica: Pieces Of What, que cai como um copo d’água depois de 6 shots de vodka.  É como se o MGMT parasse e dissesse: “Precisamos relaxar para o final do disco.”.

Dando início à rodada final, a ótima Of Moons, Birds & Monsters com um refrão empolgado, nos trazendo de volta à pegada eletrônica com um instrumental muito bom no final.  A penúltima música, The Handshake, é boa, mas demora para engatar. Pra fechar o disco com chave de ouro, Future Reflections, a música é praticamente sussurrada e no refrão explode mostrando o que a banda tem de melhor. O Oracular Spectacular é inteiramente bom na ordem. Mas você pode ouvi-lo de traz pra frente, ou até mesmo no shuffle, ele continua muito bom!

Já o segundo disco não tem tantas bons comentários... a ponto de ser injusto compará-lo com o primeiro. O MGMT escolheu reconstruir sua identidade, algo menos óbvio, mais imprevisível, e isso não agradou muito os fãs, nem a crítica. Então, podemos dizer que Congratulations é o disco de outro MGMT. E vendo como “o disco de estréia do novo MGMT”, podemos dizer que é um bom disco.


O álbum começa com uma das melhores, a rápida It’s Working , que com um começo que sempre me remete à surfe. A música que segue, Song For Dan Tracy, me lembra The Libertines, baixo, vocal rápido, o que não a torna ruim... pelo contrário. Flash Delirium, que tinha sido liberada primeiro pela banda na época do lançamento, também é ótima. Entretanto, o destaque do disco é Brian Eno, que tem uma pegada mais pop, mais um pop diferente do que víamos no Oracular Spectacular. A música que dá nome ao álbum também o encerra, Congratulations, com uma suavidade que confirma: a banda mudou. Os jovens psicodélicos-caleidoscópicos que misturavam rock e uma pegada eletro agora são músicos mais sérios, com músicas mais dentro de um novo padrão.

Congratulations foi como o MGMT sambou na cara do cenário indie. A ousadia deles em se reinventar logo no segundo disco, fazendo o contrário do que muitas bandas do mesmo gênero fazem, os tornam uma banda para qual devemos prestar atenção. Podem ter perdido muitos fãs superficiais que queriam ouvir o que esperavam ouvir, mas também creio que com essa manobra, eles conquistaram o respeito de muitos outros.


Enfim, a banda virá ao Brasil dia 8, para tocar no Lollapalooza, aquele festival que vai trazer o Foo Fighters, sabe? Se você ainda não os conhece, vá correndo procurar. E se você vai ao festival, esse é um dos shows que valerá muito a pena conferir!

P.S.: Queria deixar claro que é inegável que o Oracular Spectacular é melhor.
P.S.²: Os clipes da banda são ótimos, sempre!

Um Indie na Erótica DDK

Um Indie na Erótica DDK

Imagina um rapaz que só ouve Indie rock, Folk e MPB. Imagina que ele não vai a uma “balada” a uns 3 anos. Sua vida se resume a shows, cinemas e livros. Agora que tal pegar esse rapaz e colocar em uma das festas undergrounds mais famosas do Brasil? Pra ouvir o que há de melhor de Industrial, Gótico e Metal. Então, isso aconteceu no sábado e cá estou para contar sobre essa noite, que tinha tudo para ser horrível.

Primeiro vamos contar o que é essa tal festa estranha, caso você não a conheça: DDK é abreviação de Deutschland Dancefloor Klub, o que traduzido via Google seria Clube da Pista de Dança Alemã. O conceito da festa é trazer um misto de clássicos e novidades, da cultura alternativa produzida na Europa para a noite carioca.

A DDK acontece num dos cinemas mais lindos do Rio de Janeiro! O Cine Iris, que atualmente é um cinema pornô, algo que aconteceu com grande parte dos cinemas de rua da cidade maravilhosa, o que é uma boa discussão para um outro dia. Então, fica impossível ir ao Iris normalmente, a não ser que queira ser importunado por homossexuais querendo te ch... bem voltando a festa: É uma boa oportunidade de se maravilhar com a arquitetura e a DDK tem uma simbiose muito boa com o lugar. Um dos motivos de ter aceito o convite foi o fato de ir conhecer o Iris.


A ideia é bem simples: primeiro andar: cinema, shows e performances, que variam com o tema da edição; segundo andar: pista de rock (gothic rock, synthpop antigo, entre outras vertentes) e darkroom; e no terraço fica a pista para as vertentes eletrônicas/industrial. Fui parar na edição mais tradicional da festa, a DDK Erótica, que trás um cenário burlesco, aonde os próprios frequentadores vão vestidos a caráter, o que dá um ar foda ao evento.

Eram 23 horas quando cheguei à festa e na hora notei que estava em um lugar totalmente estranho para mim, a cada pessoa que via na fila, a cada flyer que recebia... ficava pesando: “essa noite será longa”. Não conseguia me ver indo a nenhuma das festas ou conhecendo nenhuma das banda dos flyers que recebi e não foram poucos. Não sabia nem que aqueles estilos existiam, eu era a única pessoa de casaco de flanela no evento, olhava em minha volta e só via preto, couro, corpetes e rendas. Nessa parte, preciso confessar, parecia que estava num filme erótico antigo, com muitas mulheres vestindo tudo o que faz parte de nossas fantasias. De cintas-liga e dominatrix ... Amigo, você precisa ir para entender o quê presenciei


Chegando na pista eletrônica, novamente, tive aquela sensação de que estava num lugar bizarro, luzes picando de tal maneira que cheguei a conclusão que góticos não podem ter epilepsia. Som estranho, pessoas mais estranhas ainda e o grupo de amigos que fui conversando sobre bandas que desconheço. Foi engraçado constatar que não sabiam o que era The Kooks ou Arctic Monkeys. Nesse momento que notei que só tinha uma única opção: beber! E nisso preciso tirar o chapéu pra DDK, drinks temáticos, doses interessantes e uma variedade incrível. Vale a pena ir com uma boa grana e conhecer um pouco de tudo. Vou confessar que fiquei nos flamejantes e minha garganta está queimada até hoje.


Aí consegui falar até das bandas que nunca ouvi falar, juro também que vi um cara com a camisa do Strokes e até causei inveja falando que fui ao show no ano passado. O principal problema era ainda o som, a pista eletrônica era algo que não descia, mas nisso o evento mostrou sua varidade, desci um andar e na Pista de Rock, mesmo tendo uma puxada industrial, encontrei meu lugar.

Novamente não conhecia nada que tocava ali, teve até um Ramones e um U2, mas no geral eram estilos que não me vejo escutando no meu dia a dia, no fone de ouvido, porém combinava com tudo ali, as roupas, a fumaça, a arquitetura do lugar, o ambiente... E fez sentido de uma tal forma, que me vi dançando e aproveitando de uma forma como se fosse fã, a cada música que o dj colocava e o pessoal gritava, gritava junto! E teve até um momento foda: reconheci uma música que tocou na festa, foi um dos momentos mais legal da noite, Amerika do Rammstein. Preciso confessar que sou fã da música por causa de um amigo e desda festa, estou com ela na minha cabeça. Vale a pena ligar o play caso não a conheça:


A variedade das duas pistas fazia a festa não ser cansativa e o atrativo do cinema, com filmes burlescos e antigos davam um ar bem interessante. Sem contar com as performance que rolavam as vezes no palco. Coisa de louco! Nem te conto. A darkroom bem lotada e, putz, mulheres lindas para todos os gostos. Mas digo que não consegui aproveitar toda a festa, de shots de flamejantes à ficar dançando na pista rock, quando vi já eram quase 6 da manhã. O que me deixa com aquela vontade de voltar para aproveitar mais.

É o tipo de experiência que te aconselho muito a ter! Chame seus amigos, forme um grupinho e cai dentro. Uma coisa que cada dia que passa reparo mais, as pessoas fazem o lugar ser foda, se for com amigos dispostos a aproveitar outras coisas, não tem como ser ruim. Então deixa de mimimi, esquece um pouco nosso mundinho e vai curtir outros cenários! Pode ser tão foda quanto o show daquela bandinha que gosta tanto. E digo, quando amanhecer e você estiver se recuperando nos bancos do cinema, vai notar que valeu a pena.


Fotos por Daniel Croce e retiradas do Facebook da festa, qualquer problema, só avisar.