Telekinesis Again?

Um post desabafo sobre adaptações/remakes que nasceu depois de ver o novo Teaser do Remake de Carrie

O Caçador de Álbuns

Eu penso assim: Se eu for para a Inglaterra e alguém me perguntar se eu prefiro ver a Abadia de Westminster ou Abbey Road, eu escolheria Abbey Road

Tin Man - Uma Outra Estrada de Tijolos Amarelos

Que tal uma série que teve três episódios (!) e trouxe a linda da Zooey Deschanel como protagonista? Estou falando de Tin Man, uma releitura moderna dos incríveis contos d’O Mágico de Oz...

Port of Morrow do The Shins e sua psicodelia rock folk indie alternativo

James Mercer conseguiu captar o mais belo de sua essência e nos presenciou com essa obra folk indie alternativa para guardarmos na estante ao lado dos grandes discos de todos os tempos.

Um Indie na Erótica DDK

Imagina um rapaz que só ouve Indie rock, Folk e MPB. Imagina que ele não vai a uma “balada” a uns 3 anos. Sua vida se resume a shows, cinemas e livros. Agora que tal pegar esse rapaz e colocar em uma das festas undergrounds mais famosas do Brasil?

Estreias da Semana [23/03]


Estreias da Semana [23/03]

E março segue bem morno em termos de lançamentos, apenas um blockbuster chega as telonas: Jogos Vozares. No circuito alternativo teremos as estreias do aguardado documentário: Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio, o primeiro filme de arte em 3D: Pina e o drama iraquiano As Flores de Kirkuk.

Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012)
Começando pela grande estréia do fim de semana, a adaptação do aclamado livro de Suzanne Collins que ficou mais de 130 semanas consecutivas na lista dos livros mais vendidos do New York Times.  O longa consegue trazer para as telonas um misto de ação com críticas sociais, quase um 1984 para jovens. O filme contará a história de um futuro distópico, não muito distante, em que a Capital, anteriormente conhecida como a América do Norte, é dividida em 12 distritos que precisam pagar tributos de um forma brutal, um casal de adolescentes é forçado a participar dos Jogos Vorazes, e precisará lutar até a morte, em transmissão ao vivo pela televisão. A trama é centrada em Katniss, adolescente de 16 anos que vai para o reality show no lugar de sua irmã Primrose, sorteada pelo distrito 12 para a 74ª edição. Então, que os Jogos Vorazes comecem![Trailer]

Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio (2012)
É uma ótima pedida para quem gosta de bons documentários e também para os fãs ou pessoas que queiram saber um pouco mais da vida do mito Raulzito. Um raio x do astro do rock brasileiro através de documentos, depoimentos de familiares, ex-esposas, filhas, amigos, músicos e compositores. [Trailer]

Pina 3D (Pina, 2012)
Primeiro filme de arte em 3D, convida o espectador para uma incrível viagem visual da descoberta de uma nova dimensão no palco da legendária companhia de dança Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, que vai além do próprio teatro: para as ruas e paisagens industriais de Wuppertal — o lugar que foi o centro de inspiração do trabalho de Pina Bausch por mais de 35 anos. [Trailer]

As Flores de Kirkuk (The Flowers of Kirkuk, 2012)
No Iraque dos anos 80, durante o regime de Saddam Hussein, a médica Najla é forçada a escolher entre seus sonhos e as tradições da família. Ela decide voltar da Itália, onde estudava, para Kirkuk encontrar seu noivo, um lutador da resistência. Najla segue seu noivo durante o genocídio curdo, num relato que tem como pano de fundo um dos capítulos mais brutais da história iraquiana. [Trailer]

Madonna e seu MDNA.


Finalmente ela voltou com um disco de inéditas! Por sinal, um disco contagiante, animado, cheio de hits e com um toque sombrio em algumas faixas.

Após o sucesso Hard Candy, de 2008, Madonna voltou seu talento para a carreira de diretora em filmes que eu ainda não pude ver, mas entre uma gravação e outra, ela lançou uma coletânea em 2009 com vários de seus famosos hits, e nos presenteou com Celebration, faixa inédita, grudenta e um enorme sucesso. Vale lembrar que Madonna possui a coletânea 'The Immaculate Collection' que é a mais vendida de todos os tempos. Ou seja: Ela sabe muito bem relançar seus sucessos.

Chegou 2012, e com ele veio uma apresentação completamente performática no superbowl, onde ela, Nicki MinajZzZ e M.I.A. mostraram ao mundo Give Me All Your Luvin', faixa com um toque teen, lideres de torcida e jogadores de futebol americano. Jogada genial, de lançar uma música com temas que o povo americano adora e principalmente, na semana em que cantaria no intervalo da grande final (Onde Tom Brady jogou muito, mas seus companheiros de time estavam com a mão cheia de sabonete, pois não conseguiam receber os passes de Brady).


O show do intervalo, além de um sucesso e audiência recorde, serviu para deixar os fãs completamente excitados com o lançamento do novo disco, chamado preguiçosamente de MDNA. Assim como meus amigos de site, tive a oportunidade de comprar meus 2 CDs (Versão de estúdio, e um versão Deluxe com mais 3 faixas) gratuitamente por torrent. Mas se o título é simples, por outro lado, as músicas são verdadeiros hinos do pop e dance. Com uma mistura bem diversa, Madonna fez um disco com toques de Daft Punk, LCD soundsystem e a própria Madonna de discos anteriores, com músicas que poderiam muito bem ser de discos consagrados como Ray of Light (98), Erotica (92), Confessions on a Dancefloor (05), Like a Prayer (89) e Music (2000).

Faixas:
1 Girls Gone Wild
2 Gang Bang
3 I'm Addicted
4 Some Girls
5 I Don't Give A
6 Turn Up the Radio
7 Give Me All Your Luvin'
8 B-Day Song (Deluxe Edition)
9 Superstar
10 I'm a Sinner
11 Masterpiece
12 Falling Free
13 Love Spent
14 I F****d Up (Deluxe Edition)
15 Beautiful Killer (Deluxe Edition)


Compre seu CD gratuitamente por meio de torrent ou http, ou espere o lançamento e compre na loja mais próxima.

Um Indie na Erótica DDK

Um Indie na Erótica DDK

Imagina um rapaz que só ouve Indie rock, Folk e MPB. Imagina que ele não vai a uma “balada” a uns 3 anos. Sua vida se resume a shows, cinemas e livros. Agora que tal pegar esse rapaz e colocar em uma das festas undergrounds mais famosas do Brasil? Pra ouvir o que há de melhor de Industrial, Gótico e Metal. Então, isso aconteceu no sábado e cá estou para contar sobre essa noite, que tinha tudo para ser horrível.

Primeiro vamos contar o que é essa tal festa estranha, caso você não a conheça: DDK é abreviação de Deutschland Dancefloor Klub, o que traduzido via Google seria Clube da Pista de Dança Alemã. O conceito da festa é trazer um misto de clássicos e novidades, da cultura alternativa produzida na Europa para a noite carioca.

A DDK acontece num dos cinemas mais lindos do Rio de Janeiro! O Cine Iris, que atualmente é um cinema pornô, algo que aconteceu com grande parte dos cinemas de rua da cidade maravilhosa, o que é uma boa discussão para um outro dia. Então, fica impossível ir ao Iris normalmente, a não ser que queira ser importunado por homossexuais querendo te ch... bem voltando a festa: É uma boa oportunidade de se maravilhar com a arquitetura e a DDK tem uma simbiose muito boa com o lugar. Um dos motivos de ter aceito o convite foi o fato de ir conhecer o Iris.


A ideia é bem simples: primeiro andar: cinema, shows e performances, que variam com o tema da edição; segundo andar: pista de rock (gothic rock, synthpop antigo, entre outras vertentes) e darkroom; e no terraço fica a pista para as vertentes eletrônicas/industrial. Fui parar na edição mais tradicional da festa, a DDK Erótica, que trás um cenário burlesco, aonde os próprios frequentadores vão vestidos a caráter, o que dá um ar foda ao evento.

Eram 23 horas quando cheguei à festa e na hora notei que estava em um lugar totalmente estranho para mim, a cada pessoa que via na fila, a cada flyer que recebia... ficava pesando: “essa noite será longa”. Não conseguia me ver indo a nenhuma das festas ou conhecendo nenhuma das banda dos flyers que recebi e não foram poucos. Não sabia nem que aqueles estilos existiam, eu era a única pessoa de casaco de flanela no evento, olhava em minha volta e só via preto, couro, corpetes e rendas. Nessa parte, preciso confessar, parecia que estava num filme erótico antigo, com muitas mulheres vestindo tudo o que faz parte de nossas fantasias. De cintas-liga e dominatrix ... Amigo, você precisa ir para entender o quê presenciei


Chegando na pista eletrônica, novamente, tive aquela sensação de que estava num lugar bizarro, luzes picando de tal maneira que cheguei a conclusão que góticos não podem ter epilepsia. Som estranho, pessoas mais estranhas ainda e o grupo de amigos que fui conversando sobre bandas que desconheço. Foi engraçado constatar que não sabiam o que era The Kooks ou Arctic Monkeys. Nesse momento que notei que só tinha uma única opção: beber! E nisso preciso tirar o chapéu pra DDK, drinks temáticos, doses interessantes e uma variedade incrível. Vale a pena ir com uma boa grana e conhecer um pouco de tudo. Vou confessar que fiquei nos flamejantes e minha garganta está queimada até hoje.


Aí consegui falar até das bandas que nunca ouvi falar, juro também que vi um cara com a camisa do Strokes e até causei inveja falando que fui ao show no ano passado. O principal problema era ainda o som, a pista eletrônica era algo que não descia, mas nisso o evento mostrou sua varidade, desci um andar e na Pista de Rock, mesmo tendo uma puxada industrial, encontrei meu lugar.

Novamente não conhecia nada que tocava ali, teve até um Ramones e um U2, mas no geral eram estilos que não me vejo escutando no meu dia a dia, no fone de ouvido, porém combinava com tudo ali, as roupas, a fumaça, a arquitetura do lugar, o ambiente... E fez sentido de uma tal forma, que me vi dançando e aproveitando de uma forma como se fosse fã, a cada música que o dj colocava e o pessoal gritava, gritava junto! E teve até um momento foda: reconheci uma música que tocou na festa, foi um dos momentos mais legal da noite, Amerika do Rammstein. Preciso confessar que sou fã da música por causa de um amigo e desda festa, estou com ela na minha cabeça. Vale a pena ligar o play caso não a conheça:


A variedade das duas pistas fazia a festa não ser cansativa e o atrativo do cinema, com filmes burlescos e antigos davam um ar bem interessante. Sem contar com as performance que rolavam as vezes no palco. Coisa de louco! Nem te conto. A darkroom bem lotada e, putz, mulheres lindas para todos os gostos. Mas digo que não consegui aproveitar toda a festa, de shots de flamejantes à ficar dançando na pista rock, quando vi já eram quase 6 da manhã. O que me deixa com aquela vontade de voltar para aproveitar mais.

É o tipo de experiência que te aconselho muito a ter! Chame seus amigos, forme um grupinho e cai dentro. Uma coisa que cada dia que passa reparo mais, as pessoas fazem o lugar ser foda, se for com amigos dispostos a aproveitar outras coisas, não tem como ser ruim. Então deixa de mimimi, esquece um pouco nosso mundinho e vai curtir outros cenários! Pode ser tão foda quanto o show daquela bandinha que gosta tanto. E digo, quando amanhecer e você estiver se recuperando nos bancos do cinema, vai notar que valeu a pena.


Fotos por Daniel Croce e retiradas do Facebook da festa, qualquer problema, só avisar.

Port of Morrow do The Shins e sua psicodelia rock folk indie alternativo

Port of Morrow do The Shins e sua psicodelia rock folk indie alternativo

E finalmente foi lançado o cd que mais espero para 2012, Port of Morrow do The Shins. James Mercer conseguiu captar o mais belo de sua essência e nos presenciou com essa obra folk indie alternativa para guardarmos na estante ao lado dos grandes discos de todos os tempos.

- O que você está ouvindo?
- The Shins… Você os conhece?
- Não…
- Você precisa ouvir essa música. Irá mudar a sua vida!

Talvez você ache a afirmação de Natalie Portman na comédia romântica Garden States um pouco pretensiosa, mas garanto que essa constatação define bem a sensação de quando você conhecer o trabalho desses garotos do Novo México. Desde o primeiro single e todo o furacão de informações que vieram após, só me apaixono mais. É preciso concordar, mudou minha vida! Cada novo trabalho, cada nova versão,  acústico ou não, pensava: como nunca ouvi falar dessa banda? O Misto de Folk e Indie Rock que fazem nessa nova obra vem para preencher uma lacuna musical no meu coração.


Mas antes de falar do álbum, vale à pena contar um pouco de quem são os Shins! A Banda que se confundi com a história do vocalista está na estrada desde 1997, pelo antigo nome de Flake, porém em 1999 por causa de um musical da Broadway que o pai de Merce era apaixonado mudaram para The Shins. Lançaram dois compactos, "Nature Bears a Vacuum" (1999) e "When I Goosestep" (2000), antes de embarcar em uma turnê com o Modest Mouse. Durante essa turnê, um representante da gravadora Sub Pop ofereceu um contrato para o lançamento do álbum de estréia da banda.

E já de cara, Oh, Inverted World (2001) foi um sucesso, recebendo muitos elogios de críticas O álbum é misto experimental, vários estilos musicais que juntos se formam algo sólido e incomum. Dá pra ir de Beatles a Bruce Springsteen em uma mesma canção.


Chutes Too Narrow (2003) e Wincing the Night Away (2007) vem nessa mesma leva. Vocais incomuns, com lindos agudos, riffs, aquela sensação dos anos 60 e toda personalidade sonora que virou a assinatura da banda.  O álbum de 2007 estreou na segunda posição na lista semanal dos discos mais vendidos da Billboard, com 118 mil cópias vendidas na primeira semana.

Depois de um hiato de 4 anos, no dia 14 de abril de 2011 fomos agraciados com a primeira apresentação do que seria a 7ª música do novo trabalho, For A Fool, no Festival Outside Lands em São Francisco. E quase após um ano de clipes, singles e apresentações em rádios ontem liberaram o álbum para Stream.


Port of Morrow começa com a potencial balada indie The Rifle’s Spiral, que nos mostra o lado experimental da banda, um misto de psicodélia, letra incomum e uma densa bateria. Em seguida, somos gracejados com toda a musicalidade de Simples Songs que é o single do álbum, que nós mostra como os Shins conseguem ir do Indie Pop ao Folk sem parecer forçado. É enganosamente complexa, apoiada pelo vocal eufórico do Mercer. Considero uma das melhores músicas do álbum, é impossível não se apaixonar, vale o destaque para o excelente clipe.


Outro ponto forte do álbum fica por conta de "Bait and switch", uma faixa otimista e refrescante, com ótimo destaque para o guitarrista. E logo após,  temos September, "A thousand miles away from me / a court of angels / Wards of the sun / A future forming / A curse undone". September foi minha primeira experiência da banda e nos primeiros trintas segundos da música já era fã da banda. O cd evolui através da sutiliza da voz do Mercer e do excelente trabalho da banda. Vale também destacar For A Fool e Port Of Morrow.

O novo álbum do The Shins é uma daquelas obras que merecem belas tardes de sábado, aonde não temos mais nenhum compromisso além de se deliciar com essa obra, contemplar o papel das amizades nos momentos que mais precisamos dá um novo sentindo em novas vidas. É um regresso glorioso e confiante da banda e tem tudo para virar especial para os fãs e novos ouvintes.

#Expectativas: Dark Shadows


A nova coluna do No Fim do Universo chega com o intuito de anunciar as expectativas da nossa equipe com relação aos filmes, discos e livros que estão para ser lançados num futuro próximo.

A expectativa de hoje é para o lançamento do instigante “Dark Shadows”, a mais nova parceria entre a famosa dupla Tim Burton e Johnny Depp. O filme traz uma adaptação de uma antiga série americana que esteve no ar de 1966 à 1971. Na época de seu lançamento foi um marco por introduzir fantasmas e personagens sobrenaturais em sua história. Seu principal personagem é o vampiro Barnabas Collins, personagem interpretado por Johnny Depp no no filme de Tim Burton. Com Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Eva Green e Chloe Moretz no elenco, Dark Shadows estreia nos cinemas norte americanos no dia 11 de maio. Ainda não há data prevista para estrear aqui no Brasil.


Expectativas? São enormes diante dessa nova onda de filmes de "vampiro", né? Nada melhor do que um filme do Tim Burton para trazer de volta as antigas características vampirescas. Será que finalmente veremos vampiros de verdade na telona depois de tantos novos “costumes” do cinema mundial? De qualquer forma, para os fãs dessa dupla, o que não vai faltar é excentricidade na direção de arte e nas interpretações, além da sua habitual prática de impôr um ambiente macabro em seus filmes, como já podemos notar em seu novíssimo TRAILER logo abaixo.




*Texto com colaboração da Raphaela Machado.

Lana Del Rey: Born To Die?

Lana Del Rey: Born To Die?

Devido a problemas acadêmicos causados por começar meu ano letivo depois do carnaval, tive que deixar o blog por um tempinho. Nesse tempo que me ausentei, peguei Born To Die, o disco da polêmica, amada e odiada Lana Del Rey para ouvir.

Toda a polêmica que gira em torno da moça de lábios carnudos começou depois dela ter estourado com uma música: Video Games. O sucesso não veio sem motivo, a música é, de fato, bela, de um jeito um tanto sombrio, mas ainda assim, bela. Ocorre que descobriram a verdadeira história de Lana Del Rey. Na verdade, a cantora começou sua carreira como Lizzy Grant e sua empreitada não deu certo. Daí, com o apoio de seu pai, um empresário bem sucedido dos States, ela tentou novamente o sucesso, sob o alter ego Lana Del Rey, construída pelos seus empresários para brilhar. Devido a isso, para muitos fãs se sentiram enganados e a pobre Lizzy deixou de ser o fenômeno para ser uma espécie de vilã do mundo da música. Chegam a dizer que até seus belos lábios são produtos de preenchimento com botox.


Enfim, toda essa história é muito borinZzzz pra mim. Eu ouvi Video Games quando o nome Lana Del Rey começou a aparecer, gostei da música, apesar de achar um pouco sofrida (mas em tempos de Adele em que o sofrimento é uma ótima fonte para uma boa música). E depois, quando soube dessa história de mudar de nome, não fez diferença. Para mim, o que importa é a música. Aguardei o álbum ser lançado. Comprei o meu gratuitamente por torrent e o ouvi.

Então, sobre o disco. Minhas expectativas não foram altas. Nem baixas. Deixei o disco me levar. A música Born To Die, que entitula o álbum, dá boas vindas ao ouvinte com seu lindo refrão e daí em diante você não quer saber se quem está cantando é Lana Del Rey, ou se é Lizzy Grant, ou se é Lady GaGa. Você só sente que tem que ouvir o álbum até o fim.


Na segunda faixa, ouvimos uma outra Lana, que mostra uma voz um tanto juvenil e aguda no refrão de Off To The Races, totalmente diferente da madura e sofrida voz de Born To Die. As faixas que se seguem são conhecidas dos que acompanharam a trajetória antes do lançamento do álbum: Blue Jeans e a premiada Video Games

Depois temos é uma sequência de faixas com uma mistura de pop com hip hop, orquestra de cordas com efetios eletrônicos, Lana teen, Lana madura, em uma ordem não muito coerente, mas todas com refrões legais. Mas quero deixar um destaque para a décima faixa do disco Million Dollar Man, com uma espécie de influência de blues, e um vocal que nos leva a uma das melhores faixas do álbum, se o disco tivesse terminado aqui, seria bem melhor. Mas ainda temos duas outras faixas que podiam estar no meio do disco ou então podiam ser deixadas para uma versão deluxe, ou até mesmo para o próximo disco.

Apesar de não ser redondinho, o álbum é bom. A voz de Lana Del Rey é linda e mutável, ora triste, ora jovial. A batida hip hop combinada com as orquestras de cordas e os efeitos eletrônicos são uma jogada criativa, mas é usada em demasia de modo que o disco tem uma identidade fragmentada. Tem muita coisa pra processar numa música só. Saldo final: gostei do disco.



Vale ressaltar que, embora eu tenha gostado do disco, não coloco Lana num pedestal. Ela é competente, mas ainda tem que comer muito feijão com arroz para chegar junto das melhores. De qualquer forma, a transformação de Lizzy Grant para Lana Del Rey foi necessária para termos Born To Die para ouvir. Valeu a pena! Pode ter sido uma jogada marketeira, mas a música saiu ganhando. Temos um bom álbum para ouvir. Agora, aguardamos o próximo disco e esperamos para ver se a promessa se constituirá como estrela.

P.S.: Quantas polêmicas Lana Del Rey vai aguentar até mudar de nome de novo?

Idiomas e o preconceito

Idiomas e o preconceito

- Você devia assistir 'Oldboy'. O filme tem um roteiro muito bom.
- Sério?
- Sim, cheio de reviravoltas, e é bem forte.
- Quem é o diretor?
- Chan Wook Park. É coreano.
- Deus me livre de você com esses filmes asiáticos!

Quantas vezes, com devidas variações, você já passou por esse tipo de conversa? É íncrivel como ainda existe esse tipo de preconceito em relação ao idioma. Uma pessoa que cria uma antipatia gratuita antes mesmo de assistir ao filme não deve se vangloriar de ser fã de cinema; é no máximo pseudo-intelectual, ao se dizer fã de Fellini, Truffaut, e/ou Almodóvar; e como um boçal, cria uma barreira com outro tipo de idioma, apenas, por puro preconceito.


Preconceito de achar que todo filme asiático é sobre samurais voadores, preconceito de achar que todo filme indiano é um musical com personagens estereotipados, preconceito de achar que todo filme argentino é sobre o Maradona (ou tango), é o preconceito de achar que todo filme espanhol é sobre touradas.
Afinal, se a lingua espanhola é digna de um filme de Almodóvar, porque essa mesma lingua espanhola não é digna de um filme do Mexico, Chile ou Paraguai? São coisas difíceis de se entender.
Oras, uma vez que o filme está legendado, qual a diferença do idioma falado? A quantidade de cultura que perdemos ao deixar o preconceito tomar conta de nossa mente é vergonhosa.

Sou um dos que tem dificuldade em gostar de filmes nacionais, confesso; mas isso não me faz pensar que só se faz filme sobre favela no Brasil. Sei que ótimos filmes são feitos, mas nem sempre conseguem chegar ao grande público dos cinemas. Do mesmo jeito, a tevê, ao seu modo, só se atreve a colocar filmes asiáticos estereotipados, mentirosos, cheios de efeitos e repletos de ação e diversão, assim, acostumando o grande público a criar esse tipo de preconceito.


Imagine que, por culpa desse preconceito imbecil, uma pessoa deixa de conhecer ótimos diretores asiáticos como Chan Wook Park e a sua trilogia da vingança, que é amada por nós e um certo Tarantino, Miike Takashi, que com a sua beleza visual e violência épica conseguiu ganhar fãs do naipe do já citado Quentin Tarantino, a delicadeza de Ki-Duk Kim em Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera, e ninguém menos que o genial Akira Kurosawa, que possui fãs como Coppola, Scorsese e George Lucas.

Citei como exemplo mais filmes asiáticos pois foi um dos gêneros que assisti por último, mas esse texto serve para qualquer tipo de preconceito de idioma. Largue de ser "o foda" (leia-se: pseudo-cult) e abra sua mente para cinema de qualidade, seja ele, alemão, francês, iraniano, chinês, turco ou de marte.

45 anos de Velvet and Nico

45 anos de Velvet and Nico

Segundo os roteiristas de MIB: HOMENS DE PRETO 3, Além de agente secreto e maior ícone da cultura pop art, Andy Warhol gastou seu tempo financiando e intelectualizando o pessoal do Velvet Underground. Warhol talvez seja o principal responsável pelo sucesso do primeiro disco nos dias de hoje; Ele gostou da banda ao vivo, mas sentiu necessidade de uma voz feminina na banda. E assim, Nico, uma modelo sexy e com voz fúnebre entraria para a banda a pedido de Warhol, causando a ira dos demais integrantes. Nico foi a voz principal em Femme Fatale, All Tomorrow's Parties e I'll Be Your Mirror e o vocal de apoio em Sunday Morning, balanceando o disco que possui faixas experimentais, e até dançantes (em especial, I'm Wait For The Man e Run Run Run).


Como não gostar do disco? Velvet Underground é responsável por fazer-nos pensar: "Mas que merda, se eles tocam 2 acordes e conseguem fazer música, então eu também consigo." O experimentalismo da banda talvez seja responsabildiade de John Cale, guitarrista, que com idéias estranhas conseguia influenciar o vocalista Lou Reed a fazer mudanças no estilo de afinação das guitarras e violões; uma delas consistia em afinar todas as cordas na mesma nota, produzindo, segundo Cale, um som extremamente sexy.

Fã de William Burroughs, Allen Ginsberg e Jack Kerouac; autores ícones da geração Beat, Lour Reed não via problemas em escrever sobre os assuntos que lia nos livros de seus ídolos, sendo assim, constantemente suas letras falavam sobre abuso de drogas, prostitutas e sadomasoquismo. Indo na contramão de bandas como Beatles, que no começo de carreira se mostravam "os genros que as mamães queriam ter", os Velvet Underground pregavam o sujo, o sexo, o junkie way of life daquele pessoal que não queria pagar de bonzinho para conseguir sexo no fim da noite.

Com músicas icônicas, o disco conta com sons extremamente irritantes, que mais pareciam ser de um violino desafinado sendo tocado por um urso usuário de LSD; além de copos quebrando, notas iguais sendo tocadas raivosamente, e repetidamente durante as músicas.


Após a gravação do segundo disco, o barulhento "White Light White Heat", John Cale abandona a banda, e o mesmo acontece com Andy Warhol e Nico. Após a baixa, Lou Reed deu uma cara mais acústica e poética aos Velvet Underground, lançando discos maravilhosos e canções eternas, como Rock And Roll, Candy Says, Stephanie Says, Who Loves The Sun, Sweet Jane e What Goes On.

The Velvet Undergrond and Nico não foi um sucesso de vendas, mas é responsável por ser o disco a influenciar grandes nomes da música mundial, que quando jovens, compraram o disco de estréia da banda. Alguns desses jovens foram influenciados por Velvet and Nico e vieram a formar as seguintes bandas: Radiohead, David Bowie, Depeche Mode, Joy Division, Echo & the Bunnymen, Iggy Pop, Sonic Youth, Jesus and Mary Chain, Nine Inch Nails, Nirvana, e The Strokes.


Faixas:


Lado 1
1. "Sunday Morning" - 2:56
2. "I'm Waiting for the Man" - 4:39
3. "Femme Fatale" - 2:38
4. "Venus in Furs" - 5:12
5. "Run Run Run" - 4:22
6. "All Tomorrow's Parties" - 6:00

Lado 2
1. "Heroin" - 7:12
2. "There She Goes Again" - 2:41
3. "I'll Be Your Mirror" - 2:14
4. "The Black Angel's Death Song" - 3:11
5. "European Son" - 7:46