Telekinesis Again?

Um post desabafo sobre adaptações/remakes que nasceu depois de ver o novo Teaser do Remake de Carrie

O Caçador de Álbuns

Eu penso assim: Se eu for para a Inglaterra e alguém me perguntar se eu prefiro ver a Abadia de Westminster ou Abbey Road, eu escolheria Abbey Road

Tin Man - Uma Outra Estrada de Tijolos Amarelos

Que tal uma série que teve três episódios (!) e trouxe a linda da Zooey Deschanel como protagonista? Estou falando de Tin Man, uma releitura moderna dos incríveis contos d’O Mágico de Oz...

Port of Morrow do The Shins e sua psicodelia rock folk indie alternativo

James Mercer conseguiu captar o mais belo de sua essência e nos presenciou com essa obra folk indie alternativa para guardarmos na estante ao lado dos grandes discos de todos os tempos.

Um Indie na Erótica DDK

Imagina um rapaz que só ouve Indie rock, Folk e MPB. Imagina que ele não vai a uma “balada” a uns 3 anos. Sua vida se resume a shows, cinemas e livros. Agora que tal pegar esse rapaz e colocar em uma das festas undergrounds mais famosas do Brasil?

Crítica: Os Vingadores


Tudo começou cerca de quatro anos atrás, na sala de estar de Tony Stark, com o espião-fodão-caolho Nick Fury (causando uma enorme surpresa por ser interpretado por Samuel L. Jackson, tendo em vista que o personagem clássico das HQs é branco), aparecendo e convocando-o para uma tal de Iniciativa Vingadores, no minuto pós-créditos de Homem de Ferro. Passou o tempo, tivemos mais três filmes – Homem de Ferro 2, O Incrível Hulk e Thor – cada com mais peças do quebra cabeças nas cenas depois dos créditos, culminando no trailer de Os Vingadores no final de Capitão América: O Primeiro Vingador, em 2011. Essa jogada da Marvel Studios foi inteligentíssima, pois tanto os fãs dos heróis pelas HQs quanto os fãs dos heróis somente pelos filmes ficaram instigados para assistir Os Vingadores. Uma sacada tão boa quanto os virais de Batman: O Cavaleiro das Trevas.

O filme foi lançado, nessa sexta, dia 27 de abril de 2012. Assisti no primeiro minuto do dia para fugir de possíveis spoilers. A expectativa em torno de Os Vingadores estava fora do normal, pelo fato da Marvel ter apresentado cada herói em cada filme de uma maneira bem respeitosa com a essência do personagem nos quadrinhos e, ao mesmo tempo, adaptando essa essência para um filme, introduzindo a origem do herói, sua motivação e, como não poderia faltar, a ação.

Eu, antes de assistir ao filme, já esperava comparações com Batman: O Cavaleiro das Trevas, entretanto, não é cabível. Os dois filmes são excelentes, cada um por seu mérito. Então, vamos ficar sem comparações por aqui.

A palavra chave para o sucesso do filme é equilíbrio. Quem esperava um "Homem de Ferro 3" se enganou feio (e provavelmente, com um sorriso no rosto). Joss Whedon fez um trabalho de mestre, criando uma atmosfera coerente, sem entradas forçadas ou participações desnecessárias. Todos os personagens são importantes. Até mesmo Maria Hill e o Agente Coulson. A história, em resumo é a seguinte: a S.H.I.E.L.D. está com uma poderosa fonte de energia chamada Tesseract, que foi resgatada do fundo do mar por Howard Stark, em Capitão América. O Tesseract serve como uma chave para abrir portais para outros mundos. Loki faz um pacto com uma raça de alienígenas que está disposta a ajuda-lo a conquistar a Terra em troca do Tesseract. Loki invade a S.H.I.E.L.D. e rouba o item. Nessa de roubar o item, Loki também encanta o cientista Dr. Selvig, que apareceu em Thor e o Gavião Arqueiro. Vale pontuar que essa de enfeitiçar o Gavião foi uma ótima jogada para dar utilidade a ele e mostrar suas habilidades, sem deixá-lo como coadjuvante, além de dar uma motivação pessoal para Viúva Negra entrar na história.

Para o Capitão América, herói nato, salvar o mundo é sua missão. Tony Stark reluta com aquele papo de que é individualista, não sabe trabalhar em grupo, mas acaba se propondo em ajudar a resgatar o item. Dr. Bruce Banner entra na história para rastrear a radiação gama do Tesseract. E Thor é mandado de volta por Odin pra Terra para levar seu irmão de volta para Asgard. Pronto, todos tem uma razão de existir no filme!

Loki é um vilão carismático, você gosta dele, quer que ele seja derrotado, mas gosta dele! Muito por culpa da interpretação indefectível de Tom Hiddleton, que rouba a cena dando vida ao asgardiano. Senti tanto Chris Hemsworth, como Thor, quanto Chris Evans, como Capitão, mais a vontade nos papéis do que nos seus próprios filmes. Downey Jr. nasceu para fazer essa versão do Homem de Ferro e estava tão bom quanto nos filmes anteriores... aliás, eu diria que ele até está bem mais sarcástico devido a sua interação com outros protagonistas. Scarlett Johansson é linda e perfeita. Ela podia fazer o Nick Fury que eu não conseguiria criticá-la. Jeremy Renner é um ator muito competente, faz muitos personagens agentes/militares e, por isso, fazer o Gavião Arqueiro foi fácil pra ele.

Agora, Bruce Banner... é fato que todo mundo queria ver o Edward Norton revivendo o cientista e quando o cara se negou a participar de Os Vingadores muita gente ficou triste. Quando anunciaram Mark Ruffalo no lugar, ficou aquela dúvida se o cara era bom o suficiente para substituir o Grande Edward Norton. Eu confiei no Ruffalo, gosto dos trabalhos dele e agora, posso dizer, o cara foi muito bem. Ouso dizer, superou o Ed Norton no papel. Além disso, o Hulk tinha as feições do ator e essa semelhança tornava mais fácil aceitar o gigante verde computadorizado como sendo o mesmo "calmo" Dr. Bruce Banner.

Como eu disse, o filme é totalmente equilibrado. Vale o ingresso 3D e IMAX, com direito a pipoca e refrigerantes grandes e ainda um chocolate.

P.S.: Tem cena depois dos créditos, portanto, não saia do cinema antes que alguém de olhos azuis sorria na tela!

Los Hermanos: Como Descrever o Indescritível?


Eu moro no Rio de Janeiro e sou fã da banda Los Hermanos faz tempo, mas nunca consegui ir a um show. Quando comecei a me interessar em shows e resolvi encarar um show da banda, eles entraram em hiatus... #TodosChora.
Tudo bem, tinha prometido a mim mesmo ir no próximo show que a banda fizesse, e quando anunciaram que eles tocariam no Just-A-Fest, em 2009, abrindo para o Radiohead, eu pirei! A vontade era enorme, mas infelizmente os ingressos estavam muito caros pra eu ir na época. No ano seguinte, fizeram uma mini-turnê pelo Nordeste e foram ao SWU, em São Paulo, mas ainda assim era tudo muito custoso pra mim. Durante o ano de 2011 eles não fizeram shows. Camelo lançou o álbum Toque Dela e o Barba encabeçou uma sequência de ótimos shows para comemorar os 10 anos do Bloco do Eu Sozinho, onde eu pude provar o gostinho do que era um show dos barbudos. Foi aí que, no finalzinho do ano passado, divulgaram uma turnê comemorativa dos 15 anos da banda, e o primeiro show da nova turnê seria em Pernambuco, no festival Abril Pro Rock.


Ontem, dia 20 de abril, cheguei no Chevrolet Hall para assistir o Festival na divisa entre Recife e Olinda. Achei o lugar quente, muito quente! Estava cheio, mas sem muito aperto. Perdi o show da banda que ganhou o Bis Pro Rock. Perdi também o do Tibério (que até cantou até Mula Manca!), mas consegui assistir o show da Banda Mais Bonita da Cidade (eles até que são esforçados). Todos agiram como coadjuvantes da noite, porque Los Hermanos era o headline do dia! Aliás, digo mais, Los Hermanos era o headline do Festival!

Esperei ansiosamente, até que meia noite, subiram ao palco Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba, abrindo o show com Além Do Que Se Vê e uma mais uma toada de hits! Eu pensei que o mundo fosse acabar e que todo o Chevrolet Hall fosse vir abaixo, só que o lugar permaneceu cheio de gente, mas ainda assim tranquilo para circular, pular e estender os braços, cantando bem alto em todos os refrões! Poderia colocar aqui milhares de adjetivos positivos quanto ao que se passou a partir desse momento, ou então, escrever tecnicamente sobre o show que presenciei... Nenhuma das formas seriam capazes de transmitir tudo o que senti. A banda estava num entrosamento ótimo, tanto musicalmente quanto no quesito presença de palco. Amarante é meu ídolo, fez um show foda, mesmo bêbado e enrolando refrões! Barba variando entre os sorrisos de felicidade e as "caras de mau" na batera. Camelo animadão, esbanjando simpatia! E o Medina... é, ele também foi bem (rs)

Minhas ressalvas ao setlist são à Acostumar e Mais Tarde, da carreira solo de Camelo, pois acho que poderiam ter dado lugar à músicas da banda, como Azedume ou Fingi Na Hora Rir... da mesma forma que as novas músicas cantadas pelo Amarante foram igualmente "desnecessárias" para um show do Los Hermanos. Não obstante, o show valeu totalmente a pena! Conversa de Botas Batidas e Último Romance fecharam a primeira parte do show. A banda se retirou naquele charmoso ritual que precede o bis... E que Bis! Foi uma sequência de músicas que não deve ser ouvida em muitos anos: Quem Sabe, Tenha Dó, Descoberta e Pierrot (com a introdução de Vassourinhas)!

Em síntese, o show foi memorável! O meu primeiro show do Los Hermanos foi épico! E não posso me esquecer que daqui a pouco mais de um mês será o segundo, na minha terra natal!

Sem mais delongas, me despeço!
Até a próxima.

Los Hermanos Setlist Chevrolet Hall, Recife, Brazil 2012

Norah Jones's "... Little Broken Hearts" vazou!



Semanas atrás escrevi um pouco sobre Norah Jones e o que esperava de seu novo disco. Pois bem, o disco finalmente vazou, e hoje\"antionti"\amanhã, (não sei ao certo) pude comprar de graça por http.

Com pegadas eletrônicas em certas faixas, "...Little Broken Hearts", (que é produzido por Danger Mouse: Rome, Gnarls Barkley...) começa com "Good Morning", uma bela balada romântica, que, como o próprio título diz, é uma ótima maneira de acordar depois de uma noite de sono. Não é um dispertador paulera (tipo Master of Puppets) que te acorda e te leva direto ao pronto socorro; é um dispertador calmo, doce, que te acorda e te faz acreditar que vai ser outono durante todo o ano.

"Say Goodbye" é a seguinda faixa - e uma das melhores do disco. Quando ela canta "It's allright, it's ok. I don't need you anyway. You don't have tell the turh 'cause if you do i'll tell it too." Eu penso logo que ela está dando um chute em um imbecil que provavelmente deve ter sacaneado com ela em algum momento do passado. Afinal, QUEM sacanearia com um docinho daquele?

Um pouco adiante na mesma faixa ela canta" Well, it ain't easy stay in love if you can't tell lies, so i'll just have to take care about and say goodbye." Então fica claro que o imbecil acima deve ter pisado feio na bola com o docinho de lábios carnudos.

"Little Broken Hearts" é a próxima faixa do disco. Não chega a ser uma balada, mas é algo muito próximo disso. Talvez um pouco obscura, não dizer ao certo. Mas sei que é ótima. Em certo momento ela canta algo como "And then i found a way to sleep side by side". Talvez essa música tenha sido escrita antes daquele imbecil ter zoado com a cara dela. Da pra entender, né? Tipo, o cara tinha essa voz doce sussurrando ao pé do ouvido toda manhã, mas preferiu estragar tudo e ser o mané de "Say Goodbye".

Se a faixa "Little Broken Heart" é quase uma balada, "She's 22" é uma bela balada acompanhada de uma guitarra dedilhada. O começo dela lembra muito as músicas da Cat Power no começo de carreira - e isso é claro, é um ponto muito positivo.


Um pouco depois, aparece "Happy Pills", música gostosa de se ouvir, e novamente, uma indireta para o imbecil que sacaneou com ela em tempos antigos. Ela canta: "You broke this apart, so pick up your piece and go away from here. Please just let me go now, please just let me go. Would you please just let me go now?" Aqui podemos perceber que depois de ser chutado, o mané provavelmente está se rastejando atrás da bela moça, e tentando continuar a amizade: "Never said we'd be friends, trying to keep myself away from you, 'cause you're bad, bad news." Mas ela não quer nada com ele, ela só quer tomar comprimidos da felicidade e ficar de boa.

O disco tem 12 faixas, uma melhor que a outra, mas quando soube da parceria dela com o Danger Mouse, imaginei que o disco seria algo mais pop eletrônico, com sintetizadores e toques dos anos 80, mas, graças ao bom Deus, eu estava enganado, e o disco me pareceu um pouco introspectivo; mas não o introspectivo já conhecido das canções de new jazz de Norah Jones, e sim, um introspectivo mais animado(?).

faixas:

01. Good Morning
02. Say Goodbye
03. Little Broken Hearts
04. She’s 22
05. Take It Back
06. After The Fall
07. Broken Hearts
08. Travelin’ On
09. Out On The Road
10. Happy Pills
11. Miriam
12. All A Dream

O disco chega às lojas em 1º de maio. O lançamento será acompanhado de uma grande turnê, uma vez que 2012 também marca o aniversário de 10 anos de seu disco de estreia, Come Away With Me, premiado como Álbum do Ano no Grammy de 2003.

Vazou Blunderbuss, disco solo de Jack White.


Tive a oportunidade de ouvir o 1º disco solo de Jack White (ex- White Stripes, e eventualmente membro de Rome, Dead Weather, Raconteurs, Marvin Gaye, Frank Sinatra, Beatles, Otis Redding, Nirvana e possivelmente - talvez não, por falta de tempo - Catinguelê). Aliás, esse sujeito tem um talento tão grande, que, não é de se estranhar que ele seja um dos membros mortos do Lynyrd Skynyrd.

O disco batizado de Blunderbuss possui 13 faixas completamente "Jackwhiteanas". Sempre presente em seu trabalho, as guitarras extremamente sujas em algumas faixas lembram Dead Weather, outras lembram o bom e velho White Stripes. Em certo momento (Trash Tongue Talker), um piano rockabilly, que bem nos moldes de Little Richards, aparece no disco. Por falar em piano, é com um piano elétrico que bebe na fonte do fusion de Chick Corea que "Missing Pieces" abre o disco. O começo da faixa lembra muito a fase fusion do Jazz, mas assim que Jack White solta a voz, o ambiente fusion desaparece e entra em cena a guitarrinha possuída.

Guitarrinha...
Sim, a guitarrinha na intro de "Sixteen Saltines" chega a arrepiar os desavisados - e os avisados. O incrível dessa faixa, e de várias outras da carreira do guitarrista\cantor\capoeirista\vendedor de pipocas... Ah, esqueci o que ia falar... Ah, é verdade, o incrível é que os solos são irritantes de um modo positivo, saca? Vocês podem perguntar whattahell isso quer dizer. Explicarei: Irritante de um modo positivo é algo parecido com o Piano em "Light My Fire", ou aquela porra de órgão\sanfona\porco sendo morto em "It's a Long Way to The Top". Entenderam? Isso é ser irritante de um modo positivo.

Em "Love Interruption", Jack White - que nas horas vagas provavelmente deve ser o mecânico do bairro -, deixa de lado o rock e aparece com uma balada folk acompanhada de uma backing vocal que lembra muito aquela maravilha junkie chamada Alison Mosshart (provavelmente não é). Seguindo essa linha meio folk, meio Country, meio Alan "And I'll try To love only you And I'll try My best to be true Oh darling, I'll try..." Jackson, chega a faixa que deu nome ao disco; "Blunderbuss" é uma ótima baladinha chorosa que é acompanhada de um violino e um piano.


Em certo momento, aparece "I'm Shakin'". Música animada - e até dançante. Novamente, um backing vocal feminino faz a música ficar ainda melhor. Arrisco dizer que ao lado de "Sixteen Saltines" é a melhor do disco.

Fellas, não vou falar sobre cada uma das faixas porque isso é chato pra caralho, mas a dica é essa. O disco solo de Jack White ficou muito bom! De 0 a 10, minha nota seria 9 (ou 10, vai).

Aproveitem que o disco vazou e comprem gratuitamente por torrent ou http (ou comprem de verdade).

Confira as faixas:

1. Missing Pieces
2. Sixteen Saltines
3. Freedom at 21
4. Love Interruption
5. Blunderbuss
6. Hypocritical Kiss
7. Weep Themselves to Sleep
8. I’m Shakin’
9. Trash Tongue Talker
10. Hip (Eponymous) Poor Boy
11. I Guess I Should Go to Sleep
12. On And On And On
13. Take Me With You When You Go


Gogol Bordello e sua dança cosmopolita no Lollapalooza (+Vídeo Completo do Show)

Gogol Bordello e sua dança cosmopolita no Lollapalooza (+Vídeo Completo do Show)

"Você precisa assistir! Mesmo sem conhecer nada da banda, será um dos melhores shows de sua vida." Com essa frase o Marcos Xi  me convenceu a dormir apenas 6 horas pra chegar a tempo de uma das experiências musicais mais absurdas e geniais que já tive. Meus pés doem até agora.

Liderado por Eugene Hutz, ucraniano apaixonado pelo Brasil e morador de Santa Tereza, bohemio bairro do Rio de Janeiro. Gogol Bordello é uma banda cosmopolita, formado por dois russos, um Israelita, um etíope, um trinitário, uma escocesa e (ufa) um equatoriano. Só faltou um Brasileiro, coisa que o Eugene afirma que já quase aconteceu.


O horário estranho, a falta de conhecimento do público e o calor infernal não foram suficientes para impedir que a tal banda multiétnica encantasse e já na segunda música levasse todos ao delírio com rodas de pogo explodindo a cada momento. O Palco Butantã era numa área com chão de terra batida, o que foi especial para fazer a poeira levantar dando o toque final naquela dança cigana, pirata, punk e romena que levavam para todos.

A banda inteira estava insana e foi conseguindo levar o público a loucura, do inicio ao fim você via pessoas pulando, algo que só foi repetido no show do Arctic Monkeys. Você via cadernos voando, folhas sendo arremessadas, camisas sendo castigadas e para qualquer lado que olhasse tinham pessoas prontas para pular junto com você. A energia que emanava do palco transgredia todas as esferas cósmicas e contagiava todas as tribos. No fim aquilo era uma grande roda de amigos brincando e se divertindo.


Essa roda de amigos era o reflexo do que se via no palco, fosse o equatoriano Pedro com a camisa de gari do rio correndo de um lado pro outro e falando em belíssimo portunhol com o público, fosse o Eugene, sua garrafa de vinho (Sério, vinho naquele calor?) e suas performances caricatas ou fosse qualquer outro, estavam ali dando o seu melhor. Dando o máximo para aquele show. Queriam que notássemos que era importante para eles e conseguiram isso.

Queria explica a sensação que era estar ali, mas a experiência mais próxima que posso chegar é com a de uma roda de Copacabana num show do Móveis Coloniais de Acajú. Imagina aquilo durante uma hora? Esse foi o show do Gogol Bordello. Ao final, poderíamos ter ido embora, porque já estávamos satisfeitos com o Festival. Parabéns ao Lollapalooza que conseguiu mesclar muito bem os shows, ao ponto de às duas da tarde ter um show desse nível.


E no fim lá estava eu, cansado, acabado, suado, sem pernas, mas feliz. Por causa disso fui descansar no lado do palco Perry e tive o prazer de assistir o excelente show do duo brasileiro Killer On The Dancefloor, com direito até a Remix de Smell Like Teen Spirit, mais sobre esse e os outros shows do segundo dia do Lolla, volto a falar em outro texto. 

Por enquanto fiquem com o vídeo completo dessa dança cigana maluca da trupe do Gogol Bordello. Vale a pena ver e ficar com inveja de quem estava lá.


SETe.Lollapalooza [08/04]


SETe.Lollapalooza [07/04]

No ritmo do festival que vai embalar o final de semana de muitos, incluindo a equipe do No Fim do Universo, vemos um com um setlist por dia. 7 músicas para vocês sentirem inveja (ou não) de quem foi para São Paulo. Tentar mostra que o festival tem muito mais além do Foo Fighters e do Arctic Monkeys. Hoje teremos o post com o setlist do dia e amanhã tem mais.

Lembrando que durante a semana vamos trazer posts especiais com resenha dos shows, falar das bandas menos baladas e afins.

Gogol Bordello - Wonderlust King

Thievery Corporation - Heavens Gonna Burn Your Eyes

Friendly Fires - Paris

Manchester Orchestra - Simple Math

Foster The People - Helena Beat

Velhas Virgens - Abre essas pernas

Arctic Monkeys - Teddy Picker

Fiona Apple e seu tão aguardado disco.

Fiona Apple e seu tão aguardado disco.

Finalmente, depois de eternos 7 anos, a cantora Fiona Apple irá lançar seu 4º disco de estúdio. "The Idler Wheel is wiser than the Driver of the Screw, and Whipping Cords will serve you more than Ropes will ever do" é o nome do disco. O título enorme não assusta os fãs, pois seu 2º disco, lançado em 1999, também tem um título exagerado (When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks Like a King).

Fiona Apple é conhecida por suas letras melancólicas e melodias muito bem feitas. O fato de ter sido estuprada aos 12 anos é talvez o grande responsável pelo teor de suas letras depressivas e sombrias. O crime deixou sérios danos em sua personalidade; durante anos sofreu de depressão, transtorno obsessivo compulsivo, e anorexia nervosa.


Com 16 anos de carreira (com direito a um Grammy aos 19 anos) e apenas 3 discos lançados, Fiona Apple é conhecida por seu enorme talento como compositora, e com sua voz rouca, arrasta milhões de fãs pelo mundo.

Influenciada por Joni Mitchell, Bob Dylan, Nina Simone, Patti Smith e Jeff Buckley, Fiona faz muita falta quando resolve passar longos anos sem lançar nada.


Pelo visto, Fiona gastou tantas palavras no título, que não conseguiu compor muitas faixas (10 apenas – ou será felizmente? Faço parte do grupo de pessoas que acha 10 faixas uma quantidade ideal em um disco). O aguardado disco tem lançamento previsto para 26 de Junho.

Capa:

Track list:
01. “Every Single Night”
02. “Daredevil”
03. “Valentine”
04. “Jonathan”
05. “Left Alone”
06. “Werewolf”
07. “Periphery”
08. “Regret”
09. “Anything We Want”
10. “Hot Knife”

SETe.Lollapalooza [07/04]

SETe.Lollapalooza [07/04]

No ritmo do festival que vai embalar o final de semana de muitos, incluindo a equipe do No Fim do Universo, vemos um com um setlist por dia. 7 músicas para vocês sentirem inveja (ou não) de quem foi para São Paulo. Tentar mostra que o festival tem muito mais além do Foo Fighters e do Arctic Monkeys. Hoje teremos o post com o setlist do dia e amanhã tem mais.

Lembrando que durante a semana vamos trazer posts especiais com resenha dos shows, falar das bandas menos baladas e afins.

Wander Wildner - Eu tenho uma camiseta escrita eu amo

Cage The Elephant - Always Something

Tipo Uísque - Eyes for eyes

Band of Horses - St. Augustine

TV On The Radio - Wolf Like Me

Joan Jett - Bad Reputation

Foo Fighters - Walk